Você sabia que a palmeira talipot floresce apenas uma vez na vida e depois morre?

A bióloga Patrícia da Rosa, do Herbário da UERJ (HB/HRJ), contou ao Jornal da Band Rio, no dia 28/11/2025, curiosidades sobre essa espécie rara e sobre as coleções biológicas da universidade.

A talipot (Corypha umbraculifera L.), da família Arecaceae, é endêmica da Índia e do Sri Lanka. Suas folhas são usadas para telhados e chapéus. Pela beleza e raridade, também é cultivada nas Américas, África e Ásia.

Essas palmeiras apresentam uma estratégia reprodutiva fascinante: passam 30 a 80 anos acumulando energia, florescem uma única vez, produzem milhões de flores e milhares de frutos e, em seguida, morrem. Esta estratégia de reprodução é conhecida por semelparidade.

No Aterro do Flamengo estão florescendo quatro indivíduos plantados há cerca de 60 anos por Roberto Burle Marx.

Para registrar esse momento único, duas ações podem ser realizadas:

1 - Produzir exsicatas (folhas, flores e frutos) para conservação no Herbário HRJ, onde ficarão disponíveis para a consulta ao público e ficarão preservadas por séculos.

2 - Coletar e germinar sementes, garantindo novas mudas para coleções vivas no Horto Botânico e no Arboretum da UERJ.

Visitem as palmeiras talipot no Aterro do Flamengo (bairro da Glória) e apreciem a completude desse jardim!

A matéria pode ser assistida no YouTube a partir do minuto 41:30. https://www.youtube.com/live/p6KwPbWFe9s