- Detalhes
- Categoria: Notícias
- Última atualização: 15 Outubro 2015
- Acessos: 3182
Por:
Bruna Frazão (Bolsista ID / UERJ) & Anne Caroline de Lima (Bolsista IC / FAPERJ)
O projeto coordenado pelo Dr. Heitor Evangelista do LARAMG é fruto de uma parceria científica com o Dr. Renato Campello Cordeiro da Universidade Federal Fluminense (UFF). A análise detalhada (em alta resolução) do registro sedimentar permitirá, aos pesquisadores entender melhor as variações do ambiente periglacial em uma escala centenal, bem como identificar o registro da ocupação humana local em escala decadal. Além disso, o estudo pretende realizar a datação de afloramentos rochosos encontrados na região, através da análise de radionuclídeos cosmogênicos. Um dos objetivos principais deste projeto é entender melhor as alterações climato/ambientais verificadas nesta região da Antártica, uma vez que estas possuem grande potencial para influenciar diretamente nas condições climáticas em toda América do Sul, e consequentemente no Brasil.
Esta expedição, realizada durante a Operação Antártica XXXI coordenada pelo Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR), foi liderada pelo Dr. Antônio C. de Freitas (LARAMG) e contou com a participação do Dr. Marcus V. Licínio da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) ex-aluno do IBRAG e da estudante de graduação em Biologia, Anne Caroline de M. Lima. Completaram a equipe de trabalho os alpinistas Sílvio Martins e Wagner D. de Oliveira do CAP (Clube Alpino Paulista).
Para realizar a expedição, os pesquisadores partiram no dia 03 de março de avião do Rio de Janeiro, em direção a Pelotas no Rio Grande do Sul para receber as roupas especiais e se juntar aos integrantes de outros projetos. Depois seguiram para Punta Arenas no Chile, de onde, finalmente partiram para a Ilha Rei George (IRG), na Península Antártica. Em virtude do incêndio que destruiu parte das instalações da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF) na IRG, a equipe usou a infraestrutura da Estação Chilena Prof. Julio Escudero, localizada na Península Fildes (Figura 2) na mesma ilha.

“Para mim foi um privilégio participar pela primeira vez de uma expedição à Antártica. Conhecer a área de estudo do projeto que participo foi muito enriquecedor para minha formação acadêmica. Na Antártica, todo tempo é um bom tempo para se trabalhar, no entanto, devido às adversidades relativas ao clima, temos que estar sempre atentos com a nossa segurança no desenvolvimento do trabalho”.